O cachorro e o trem
Imaginem que o cachorro grandão, cachorrão policial, estava descansando de um acesso de raiva exatamente junto dos trilhos da estrada de ferro.
O rabo sobre o trilho, assim. Roncando, o cachorro.
Eis que o trem se aproxima. Suspense - o trem que se aproxima é um trem de carga, vem bem lento. Tchoique, tchoique - tchoique, tchoique.
O cachorro vai ou não vai acordar? Ai, acho que não vai não! Lá vem o trem, cachorro, acorda, sai de baixo! Deus.
O cachorro não acorda, e o trem de carga, lento, fique, fique, fique, passa sadicamente em cima do rabo dele, corta-o.
Agora, sim, o cachorro acorda com um uivo de dor e, num salto de ódio, corre contra a máquina, tentando se vingar da mutilação. Resultado: o trem lhe passa em cima da cabeça e mata-o definitivamente.
MORAL Jamais perca a cabeça por causa de um rabo
sábado, 30 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Resumo crítico: Dias de sombra, dias de luz-Jurandi Freire
Dias de sombra dias de luz, vem nos trazendo perguntas que não sabemos responder, indagações do tipo: por que um adolescente não conhece amor de pai e mãe?
“Será que somos uma aberração coletiva apelidada de nação?”.
O texto me lembra a cegueira em estamos metidos, casos como do menino João Hélio, barbaridades como não devem ser esquecidas, porém fico a pensar quantos Joãos não temos por todo esse nosso Brasil.
Todos os dias vemos nos jornais, nos noticiários, mortes, estrupos, violência, ai me pergunto onde é que vamos parar. Se somos um povo tão prospero, tão biodiversamente rico, e se nessa terra tudo que se planta dá quê que há meu pais, quê que há.
Me pergunto também de quem é a culpa?
Provavelmente desses assassinos, que sempre julgamos com nossa calejada justiça, porém será que são mesmo culpados por muitas vezes não terem outra saída. Não quero aqui defender a crueldade de ninguém, nem dizer que todos são bonzinho, porém se pararmos para pensar quantas pessoas, essas vítimas desse nosso sistema.
Quantas pessoas tem que roubar pra sua sobrevivência, concordo isso não acontece em todos os casos, porém essa nossa justiça, julga e puni bem menos os chamados bandidos de colarinho branco, nosso políticos.
Fico pensando quantas pessoas apenas um desses políticos não mata, quando rouba a verbas destinadas a crianças carentes, por exemplo, e quantos não induz a marginalidade por não ter o que comer, por não ter educação de qualidade. Ai se pensarmos em um ladrão que rouba 10,00 reais, e em outro de rouba um milhão, que é mais ladrão – se é que podemos dizer assim.
Pergunta que todos fazemos: onde esta a justiça desse país ?
Porém como sanar a injustiça brasileira se vemos nossos lideres políticos criando coisas do tipo hábeas corpus preventivo, penso que esse tipo de coisa só pode interessar a culpados, CULPADOS. É o descaso desses maus brasileiros que vem levando nosso país a esses estado de calamidade.
É isso mesmo que queremos, é isso que vamos deixar para as próximas gerações? Plagiando Elisa Lucinda – Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dá para mudar o final!
Andressa Rayana Rocha 1 b
“Será que somos uma aberração coletiva apelidada de nação?”.
O texto me lembra a cegueira em estamos metidos, casos como do menino João Hélio, barbaridades como não devem ser esquecidas, porém fico a pensar quantos Joãos não temos por todo esse nosso Brasil.
Todos os dias vemos nos jornais, nos noticiários, mortes, estrupos, violência, ai me pergunto onde é que vamos parar. Se somos um povo tão prospero, tão biodiversamente rico, e se nessa terra tudo que se planta dá quê que há meu pais, quê que há.
Me pergunto também de quem é a culpa?
Provavelmente desses assassinos, que sempre julgamos com nossa calejada justiça, porém será que são mesmo culpados por muitas vezes não terem outra saída. Não quero aqui defender a crueldade de ninguém, nem dizer que todos são bonzinho, porém se pararmos para pensar quantas pessoas, essas vítimas desse nosso sistema.
Quantas pessoas tem que roubar pra sua sobrevivência, concordo isso não acontece em todos os casos, porém essa nossa justiça, julga e puni bem menos os chamados bandidos de colarinho branco, nosso políticos.
Fico pensando quantas pessoas apenas um desses políticos não mata, quando rouba a verbas destinadas a crianças carentes, por exemplo, e quantos não induz a marginalidade por não ter o que comer, por não ter educação de qualidade. Ai se pensarmos em um ladrão que rouba 10,00 reais, e em outro de rouba um milhão, que é mais ladrão – se é que podemos dizer assim.
Pergunta que todos fazemos: onde esta a justiça desse país ?
Porém como sanar a injustiça brasileira se vemos nossos lideres políticos criando coisas do tipo hábeas corpus preventivo, penso que esse tipo de coisa só pode interessar a culpados, CULPADOS. É o descaso desses maus brasileiros que vem levando nosso país a esses estado de calamidade.
É isso mesmo que queremos, é isso que vamos deixar para as próximas gerações? Plagiando Elisa Lucinda – Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dá para mudar o final!
Andressa Rayana Rocha 1 b
Resumo de citação: Dias de sombra, dias de luz-Jurandi Freire
"Começo pelas sombras. O Brasil vive uma escalada da violência urbana desorientadora. Quando a lista de atrocidades parecia esgotar-se, aparece mais uma figura do medonho, do horror dos horrores, a morte do menino João Hélio."
" Conclusão: é nosso dever ético condenar e procurar mudar, por todos os meios possíveis, regimes socioeconômicos que favoreçam a formação moral de pessoas sem consciência do que seja crueldade. Caso contrário, estaremos permanentemente expostos a um terrível impasse ético."
"Como fazer deste país um país tolerante, se os líderes intelectuais, empresariais, políticos etc, comportam-se como fanáticos encastelados em seitas ideológicas."
"Eis uma das chaves da saída: um só mundo, um só povo. Com essa simples consciência, esses brasileirinhos decentes e encantadores mostram que possuem o senso de pertencimento a uma mesma comunidade de tradições."
"No mundo deles - se permitirmos - mortes de inocentes como João Hélio serão lembradas, apenas, como dias de sombras que antecedem os dias de luz."
" Sonho de bobo alegre, dirão os cínicos. Talvez. Mas - plagiando a rústica Macabéia de Clarice Lispector -, sem esse sonho, viver serve pra quê?"
" Conclusão: é nosso dever ético condenar e procurar mudar, por todos os meios possíveis, regimes socioeconômicos que favoreçam a formação moral de pessoas sem consciência do que seja crueldade. Caso contrário, estaremos permanentemente expostos a um terrível impasse ético."
"Como fazer deste país um país tolerante, se os líderes intelectuais, empresariais, políticos etc, comportam-se como fanáticos encastelados em seitas ideológicas."
"Eis uma das chaves da saída: um só mundo, um só povo. Com essa simples consciência, esses brasileirinhos decentes e encantadores mostram que possuem o senso de pertencimento a uma mesma comunidade de tradições."
"No mundo deles - se permitirmos - mortes de inocentes como João Hélio serão lembradas, apenas, como dias de sombras que antecedem os dias de luz."
" Sonho de bobo alegre, dirão os cínicos. Talvez. Mas - plagiando a rústica Macabéia de Clarice Lispector -, sem esse sonho, viver serve pra quê?"
terça-feira, 12 de maio de 2009
SONETO 172 ANTOLÓGICO
Glauco Matoso
As frases memoráveis da República
deviam ter, na pedra ou voz gravada, registro,
qual legenda avacalhadanum filme de comédia ou cena lúbrica.
"Prometo que agirei na vida públicada mesma forma que ajo na privada!";
ou: "Fi-lo porque qui-lo!", tão surrada;
ou: "Não me deixem só!", suprema súplica.
Também vou proferir, eu que não minto,
a pérola imortal de quem adoramandatos,
completado o quarto ou quinto:
"Da vida partidária saio agora.
Já fiz o que devia, e alívio sinto.
Caguei, limpei a bunda, e vou-me embora!"
DESCREVO QUE ERA REALMENTE NAQUELE TEMPO A CIDADE DA BAHIA
Gregório de Matos
A cada canto um grande conselheiro,
que nos quer governar cabana, e vinha,
não sabem governar sua cozinha,
e podem governar o mundo inteiro.
Em cada porta um freqüentado olheiro,
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,
para a levar à Praça, e ao Terreiro.
Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres,
posta nas palmas toda a picardia.
Estupendas usuras nos mercados,
todos, os que não furtam, muito pobres,
e eis aqui a cidade da Bahia.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
O gigolô das palavras- comentario...
Brilhante texto de Verrissimo.
Nesse texto o autor deixa clarissimo sua ideia sobre a gramatica, e usa o exemplo de seu proprio texto para mostrar o quão é desnecessario o uso de todas as regras da gramatica.
Pois afinal, de que valeria conheçer essas ditas regras, e não ter o que escrever, penso que mais importante é o conteudo de texto e não se ele esta gramaticalmente certo, tem mesmo é que expresar suas ideias, mandar seu recado, dizer a que veio.
Afinal para que que serve mesmo a gramatica?
Bom eu não sei responder a essa pergunta, pelo menos em minha vida nunca interferio muito,na verdade acho que não teho intimidade com gramatica, nunca aprendi o que é um adverbio anominal ou uma conjuçao e outros. Nem por isso me sinto incapaz de escrever um bom texto, pois aprendi que escrever bem necessariamente não é escrever certo, vai muito alem disso, vem de conheçimento adiquirido não só na escola, mais em nosso dia-a-dia.
Não aqui também descriminar totalmente a gramatica, entendo que necessario ter o conheçimento básico, apenas penso que não é o escencial.
Nesse texto o autor deixa clarissimo sua ideia sobre a gramatica, e usa o exemplo de seu proprio texto para mostrar o quão é desnecessario o uso de todas as regras da gramatica.
Pois afinal, de que valeria conheçer essas ditas regras, e não ter o que escrever, penso que mais importante é o conteudo de texto e não se ele esta gramaticalmente certo, tem mesmo é que expresar suas ideias, mandar seu recado, dizer a que veio.
Afinal para que que serve mesmo a gramatica?
Bom eu não sei responder a essa pergunta, pelo menos em minha vida nunca interferio muito,na verdade acho que não teho intimidade com gramatica, nunca aprendi o que é um adverbio anominal ou uma conjuçao e outros. Nem por isso me sinto incapaz de escrever um bom texto, pois aprendi que escrever bem necessariamente não é escrever certo, vai muito alem disso, vem de conheçimento adiquirido não só na escola, mais em nosso dia-a-dia.
Não aqui também descriminar totalmente a gramatica, entendo que necessario ter o conheçimento básico, apenas penso que não é o escencial.
sábado, 2 de maio de 2009
Incelença pro amor retirante
(Elomar)
Vem amiga visitarA terra, o lugar
Que você abandonou
Inda ouço murmurar
Nunca vou te deixar
Por Deus nosso Senhor
Pena cumpanheira agora
Que você foi embora
A vida fulorô
Ouço em toda noite escura
Como eu a sua procura
Um grilo a cantar
Lá no fundo do terreiro
Um grilo violeiro
Inhambado a procurar
Mas já pela madrugada
Ouço o canto da amada
Do grilo cantador
Geme os rebanhos na aurora
Mugindo cadê a senhora
Que nunca mais voltou
Ao senhô peço clemência
Num canto de incelença
Pro amor que retirou.
Faz um ano in janeiro
Que aqui pousou um tropeiro
O cujo prometeu
De na derradeira lua
Trazer notícia sua
Se vive ou se morreu
Derna aquela madrugada
Tenho os olhos na istrada
E a tropa não voltou
(Elomar)
Vem amiga visitarA terra, o lugar
Que você abandonou
Inda ouço murmurar
Nunca vou te deixar
Por Deus nosso Senhor
Pena cumpanheira agora
Que você foi embora
A vida fulorô
Ouço em toda noite escura
Como eu a sua procura
Um grilo a cantar
Lá no fundo do terreiro
Um grilo violeiro
Inhambado a procurar
Mas já pela madrugada
Ouço o canto da amada
Do grilo cantador
Geme os rebanhos na aurora
Mugindo cadê a senhora
Que nunca mais voltou
Ao senhô peço clemência
Num canto de incelença
Pro amor que retirou.
Faz um ano in janeiro
Que aqui pousou um tropeiro
O cujo prometeu
De na derradeira lua
Trazer notícia sua
Se vive ou se morreu
Derna aquela madrugada
Tenho os olhos na istrada
E a tropa não voltou
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